segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Embriões congelados aumentam chance de gravidez saudável, diz estudo


Cientistas afirmam que o uso de embriões previamente conservados na fertilização diminui risco de hemorragias e partos prematuros


Um novo estudo sugere que congelar óvulos pode ser a melhor opção para os tratamentos de fertilização in vitro.
Os resultados da pesquisa, que foram apresentados no Festival Britânico de Ciência, sugerem que o processo de congelamento pode ser melhor para a saúde da mãe e da criança.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Aberdeen, na Escócia, analisou 37 mil gestações de bebês de proveta documentadas em 11 estudos internacionais sobre o tema.
Eles afirmam que o procedimento oferece menos chances de hemorragia e de partos prematuros e menor risco de morte durante as primeiras semanas após o nascimento.
Na Grã-Bretanha, a maior parte dos óvulos utilizados no procedimento são "frescos". Eles são retirados da mãe e fertilizados e o embrião resultante é implantado de volta no útero.
No entanto, cerca de um em cada cinco ciclos de fertilização in vitro no país usa embriões congelados - que "sobraram" de tentativas anteriores.
Os cientistas escoceses defendem que o congelamento de óvulos pode vir a ser a opção mais utilizada no futuro, mas outros especialistas em fertilidade argumentam que o número de gestações seria menor se isso acontecesse.
Debate
"Nossos resultados levantam a questão sobre se a pessoa deve congelar todos os seus embriões para transferí-los em outro momento, ao invés de transferir embriões frescos", disse a pesquisadora Abha Maheshwari, que conduziu o estudo, à BBC.
"É um debate que nós deveríamos estar realizando agora. Precisamos de mais estudos sobre o que faremos no futuro."
A razão de os embriões congelados possibilitarem melhores resultados ainda é desconhecida e os pesquisadores admitem que as conclusões "vão contra o esperado".
Uma das teorias levantadas é que o estímulo dos ovários para que eles liberem mais óvulos, parte do procedimento normal de fertilização, possa afetar a capacidade do útero de aceitar um embrião.
De acordo com esta hipótese, congelar o embrião para um momento posterior permitiria que ele fosse implantado em um útero mais "natural".
Menos nascimentos
No entanto, o órgão regulador de fertilização humana e embriologia da Grã-Bretanha diz que em 2010 o uso de embriões congelados resultou em menos gestações.
A taxa de sucesso do processo de fertilização in vitro com os embriões congelados foi de 23% e com embriões frescos, de 33%.
"É preocupante que tenha sido concluído, incorretamente, que deveríamos rotineiramente congelar todos os embriões e transferí-los em um ciclo menstrual futuro", disse o professor Alison Murdoch, chefe do centro de fertilidade da Universidade de Newcastle, à BBC.
"Há muitas evidências mostrando que isso resultaria em menos gestações, mesmo que os resultados destas gestações fossem melhores."
Abha Maheshwari diz, entretanto, que novas técnicas nos últimos anos aumentaram bastante a taxa de sucesso da fertilização com embriões congelados. 
Fonte: BBC Brasil 

Brasileiras vendem óvulos e barrigas de aluguel a estrangeiros na internet


Jovens são bastante procuradas em mercado internacional em expansão, e cuja prática é proibida no Brasil


A compra e a venda de óvulos e sêmen e a prática de barriga de aluguel remunerada são ilegais no Brasil, mas isso não tem impedido que as brasileiras participem deste mercado que está em crescimento no mundo.

Muitas brasileiras têm oferecido seus serviços em sites internacionais e se dizem dispostas a viajar para países em que a prática é permitida, e algumas já moram no exterior.
Para se ter uma ideia de como funciona o movimentado - e polêmico - mercado internacional de barrigas de aluguel e doação de óvulos, basta visitar o site surrogatefinder.com (na tradução livre algo como "buscador de barriga de aluguel") e dar uma espiada nos perfis das centenas de mulheres, entre elas dezenas de brasileiras, que oferecem seus serviços por ali.
O site é uma mistura de Facebook com a página de compra e vendas Ebay. Mulheres com idades que variam de 20 a 45 anos montam seus perfis e colocam fotos de si mesmas, dos filhos e da família. O objetivo da apresentação, porém, obviamente não é fazer amigos, mas dar aos casais ou solteiros interessados nos serviços oferecidos ali uma amostra de seu fenótipo, perfil genético e, dependendo do caso, capacidade de gestação.
Algumas se oferecem para doar óvulos para mulheres inférteis ou casais homossexuais que querem realizar o sonho de ter um filho - prática que pode lhes render de US$ 8 mil (R$ 16,4 mil) a US$ 50 mil (R$ 102 mil). Outras estão dispostas a carregar bebês de outras mulheres - serviço pelo qual pode-se ganhar até US$ 100 mil nos EUA (R$ 204 mil).
Uma estudante brasileira da Universidade de Edimburgo, por exemplo, se diz disposta a doar óvulos para pagar o curso de pós-graduação que começará em setembro. Uma professora de inglês de Santa Catarina diz que precisa do dinheiro da doação para ajudar a sustentar a filha. E uma estudante de psicologia do Espírito Santo se oferece para carregar o filho de outra mulher porque o marido ficou desempregado.
Todas mencionam também uma razão altruísta para a oferta: a vontade de ajudar casais com problemas de fertilidade a realizar o sonho de ter filhos.
O mercado de gametas e barrigas de aluguel vem crescendo nos últimos anos em diversos países, impulsionado, do lado da demanda, por tendências sociais e demográficas - como o fenômeno da maternidade tardia e a oficialização de uniões civis homossexuais. Do lado da oferta, pelo desenvolvimento de novas técnicas de reprodução assistida.
Exemplo
O casal britânico formado pelos empresários milionários Barrie and Tony Drewitt-Barlow e seus cinco filhos são exemplo da "nova família" que essas novas tecnologias viabilizaram.
Em 1999, os dois viajaram para a Califórnia, onde a prática de barriga de aluguel e doação de óvulos remunerada é permitida e voltaram para casa, na Grã-Bretanha, com os gêmeos Saffron e Aspen. Depois disso, tiveram mais três filhos. E agora pensam em ter uma segunda menina (nos EUA é permitido escolher o sexo do bebê).
Barrie e Tony também têm uma clínica que ajuda outros casais a terem bebês com óvulos de estrangeiras e serviços de barriga de aluguel contratados no exterior - o British Surrogacy Centre.
Em entrevista à BBC Brasil, Barrie contou que as brasileiras são muito procuradas para as doações de gametas por terem "fama de bonitas" e porque, entre elas, é fácil encontrar um perfil procurado por casais inter-raciais estrangeiros. Por isso, segundo o empresário, sua agência teria "olheiros" que buscam doadoras no Brasil.
"Foi uma brasileira que doou o óvulo para que eu pudesse ter dois de meus filhos - o segundo casal de gêmeos", conta Barrie. "Nos últimos 12 meses, ajudamos 63 casais a terem filhos. Desses, 15 usaram doadoras brasileiras."
Para Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, porém, a prática é preocupante. "Um esquema em que as brasileiras são aliciadas para prestar esse serviço em outros países poderia estar explorando a miséria e a necessidade dessas mulheres", acredita. 
Fonte: BBC Brasil

CFM quer atualizar resolução sobre reprodução assistida


O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai atualizar a resolução que trata dos procedimentos de reprodução assistida no País. Uma das principais propostas é a de limitar entre 50 e 55 anos a idade máxima para uma mulher ser submetida às técnicas de reprodução - tanto para ser mãe quanto para ceder temporariamente o útero, como no caso de uma mãe que gesta para a filha.
No último ano, ao menos três mulheres com mais de 60 anos se tornaram mães depois de serem submetidas à reprodução assistida, o que levanta questões éticas em torno do tema. "Uma mulher de 60 anos pode gerar uma criança, mas como ela vai acompanhar o desenvolvimento desse filho? Nessa idade, a mulher tem alterações hormonais e ainda pode ter problemas na gestação. É muito complicado", diz Silvana Morandini, coordenadora da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que participou das discussões com o CFM.
Em agosto, o CFM enviou um documento aos conselhos regionais de medicina pedindo contribuições para atualizar a atual resolução, que foi publicada em 2010, depois de ficar quase 20 anos sem ser renovada.
Em outubro, houve nova reunião e um documento foi consolidado, para ser enviado ao plenário para votação. Por se tratar de um tema delicado, o assunto é debatido em sigilo pelo CFM, que não quis dar entrevista e orientou os conselheiros a não falar com a imprensa até que a nova resolução seja aprovada. O argumento é o de que as sugestões ainda estão sendo enviadas.
Doação de óvulos
Outra demanda que será discutida pelo CFM é a de regulamentar a doação compartilhada de óvulos. Isso ocorre quando uma mulher jovem, em tratamento para engravidar, doa parte dos seus óvulos para uma mulher mais velha (que não produz mais óvulos) em troca, por exemplo, do custeio de parte do tratamento.
Segundo Arthur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, cerca de 20% dos casais que procuram tratamento precisam de doação de óvulos. Como no Brasil praticamente inexiste doadora voluntária, muitas mulheres precisam recorrer à ovodoação. Essa prática já ocorre em alguns consultórios, mas não está prevista na atual resolução.
"A lei brasileira proíbe a venda de óvulos e eu concordo que seja assim. Não temos maturidade suficiente para que nossas mulheres vendam seus óvulos. Mas é preciso estabelecer normas. Precisa ser regulamentado para ser ético e transparente."
Casais homoafetivos
Outra questão que os especialistas pedem que fique mais clara diz respeito ao tratamento de reprodução para casais homoafetivos. Embora a resolução diga que "qualquer pessoa" pode ser submetida ao procedimento "nos limites da resolução", os casais homoafetivos esbarram na questão da doação do óvulo ou esperma.
Isso ocorre, por exemplo, quando um casal de mulheres quer que o óvulo de uma seja implantado no útero da outra para que as duas participem do processo. No entanto, como há doação de óvulo, a legislação diz que o doador tem de ser anônimo. Por isso, os casos precisam ser avaliados pelo Cremesp.
Só neste ano, o Cremesp avaliou quatro casos de casais homoafetivos: três de mulheres e um de homens. No caso dos homens, eles tinham o óvulo doado e usariam o sêmen de um deles. A mãe de um deles emprestaria o útero para a gestação.
"Essas são demandas novas que surgem a cada dia. A reprodução assistida evolui muito rápido e o CFM precisa se posicionar. A falta de regras permite que cada um faça do jeito que achar melhor", avalia Carlos Alberto Petta, coordenador do Laboratório Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês. 
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo / FERNANDA BASSETTE - Agência Estado 

Ausência temporária

Oi, meninas,

tudo bem? Peço muitas desculpas pela falta de atualização no blog.
Fim de ano é sinônimo de muito trabalho e com isso não tenho conseguido me dedicar à pesquisa de temas interessantes para compartilhar com vocês.
Mesmo com um pouquinho de atraso estou respondendo a todas as mensagens.
Sempre que possível estarei por aqui.
Obrigada pelas visitas e pela compreensão.

Beijos, Dani

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Inhame e batata-doce para fertilidade?


Ontem eu me deparei com a seguinte chamada para um artigo: Nigéria - conheça a cidade onde 100% dos habitantes têm filhos gêmeos. Achei o apelo, no mínimo, curioso. 

Quando fui ler, descobri que os cidadãos atribuem este fato ao elevado consumo de batata-doce e inhame. Este segundo  possui substâncias que poderiam confundir o organismo com o estrogênio, estimulando os ovários no processo de ovulação. 

Nada foi cientificamente comprovado. Mas, como são dois alimentos inofensivos, acredito que aumentar o consumo no dia a dia não causará nenhum mal. Não custa tentar!

Nigéria - conheça a cidade onde 100% dos habitantes têm filhos gêmeos
A comunidade agrícola de Igbo-Obra, no sudoeste da Nigéria, país africano, é famosa por seus gêmeos. Lá eles são conhecidos como a “Nação dos Gêmeos”. O nome é apropriado porque, de acordo com o líder comunitário, 100% das famílias têm um casal de gêmeos. Ele, em sua casa, tem 3 pares de gêmeos e seu avô tinha 10!

A África Ocidental tem o maior número de gêmeos de todo o mundo e isso é algo muito comum para os habitantes da cidade nigeriana. A título de comparação, estima-se que apenas 1,2% dos partos são de gêmeos em países da Europa Ocidental e apenas 0,8% no Japão.
Os cientistas se perguntam se existe algo ‘especial’ que provoque este efeito. A comunidade diz que não e possui o hábito de consumir grandes quantidades de batata-doce, assim como os africanos ocidentais.

Outro vegetal bastante consumido é o inhame. Os cientistas sabem que ele possui substâncias que podem ser confundidas com estrogênio no corpo humano. Essas substâncias teriam o poder de estimular os ovários de alguma maneira.

Muitos são céticos sobre essa teoria e não acreditam ser este o motivo. Odukogble Akin, ginecologista, afirma que vários estudos sustentam a teoria do inhame, mas não existem evidências clínicas que façam ligações entre o inhame e bebês gêmeos.

O chefe de enfermagem do hospital local, Yomi Muyibi, acredita que a explicação para tantos gêmeos é a genética: “Se uma família tem uma história de nascimentos múltiplos, isso vai passar para as próximas gerações”.

O povo Yoruba se orgulha de seus gêmeos. É uma grande honra poder perpetuar algo que ocorre desde os tempos pré-coloniais. Mas, nem sempre foi assim. Em tempos remotos, era comum a comunidade ou até mesmo a mãe, matar um dos gêmeos porque existia a crença de que os dois poderiam atrair má sorte.
Hoje, o nascimento de gêmeos é um excelente presságio. O líder da comunidade acredita que os gêmeos compartilham a mesma alma, então quando um morre, o outro fica sem sua metade.

A mãe é responsável por cuidar dessa criança até atingir a fase adulta, onde então ele poderá cuidar sozinho de sua alma. Essa tradição ajuda as famílias a superarem as perdas.

Fonte: http://www.jornalciencia.com/sociedade/diversos/3174-nigeria-conheca-a-cidade-onde-100-das-familias-tem-filhos-gemeos

Congresso de Medicina Reprodutiva


Meninas, os especialistas do nosso país estão super envolvidos com o estudo e a pesquisa de novas técnicas ou de fatores que possam melhorar os tratamentos de reprodução assistida. 
Em breve o Brasil será sede de mais um congresso. Desejo a todos os participantes um ótimo aproveitamento e uma rica troca de experiências.

A Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva (SPMR) e a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), esta última comemorando seu 25º ano de fundação, promovem, de 6 a 9 de dezembro, o VIII Congresso de Medicina Reprodutiva e Climatério. Um dos destaques do evento é a rica lista de convidados internacionais já confirmada para o cruzeiro a bordo do MSC Preziosa, onde será realizado o evento.

Um destes nomes é o do Prof. Dr. Paul Devroey, do Centro de Medicina Reprodutiva da UZ Brussel (Universitair Ziekenhuis), Hospital Universitário de Bruxelas, pioneiro na técnica de fertilização in vitro ICSI (Injeção Intra-Citoplasmática), que ministrará três importantes palestras.

Na primeira delas, o especialista orientará sobre a apresentação de trabalhos científicos, abordando inclusive questões práticas, como o púlpito, o uso de apontadores a laser e até mesmo a linguagem corporal do palestrante. ”A comunicação de dados científicos é de suma importância. Para alcançar este objetivo, vários critérios devem ser respeitados. Para isso, diversos pontos devem ser cuidadosamente preparados, desde a quantidade de slides a ser apresentada e como será feita a transição entre eles, até a maneira como serão apresentadas as referências”, adianta o palestrante.

Na segunda participação do prof. Devroey, Do Oocito à Implantação, tratará de questões específicas de procedimentos de fertilização assistida. Segundo o especialista, no passado, o mais importante fator para a implantação era a relação entre a qualidade do oocito e a qualidade embrionária. “Nos dias de hoje, são considerados diversos outros fatores além destes, como o ambiente hormonal e a receptividade do endométrio. Também é preciso avaliar qual o meio hormonal ideal para estimular, decidir por embriões frescos ou congelados, sem esquecer da suplementação ideal da fase lútea, ou seja, após a ovulação.”

A terceira palestra tratará de um tema bastante específico: O futuro do GnRH agonista. Nesta participação, o especialista falará sobre as rotinas da Fertilização in Vitro (FIV) e das diferentes abordagens possíveis, de acordo com cada caso

Prof. Paul Devroey
Autor de 4 livros, co-autor de mais de 700 artigos e revisões, o prof. Dr. Paul Devroey já foi agraciado com 3 prêmios em seu país e outros 4 internacionais.
É, atualmente, diretor de Educação Médica da Federação Internacional de Sociedades de Fertilidade; membro honorário da Sociedade Belga de Medicina Reprodutiva e da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia dos países de língua holandesa, além de membro do Grupo de Orientação em Planejamento de Recursos Humanos da Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 2012.

VIII Congresso de Medicina Reprodutiva e Climatério
Para o dr. Newton Busso, membro da Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva (SPMR) e dr. César Fernandes, presidente da SOGESP, ambos coordenadores do evento, serão debatidas todas as principais conquistas da área, suas evoluções até hoje e, principalmente, as novidades que já estão sendo oferecidas ou virão em breve.
“Muitos dos temas que estarão em pauta já estão disponíveis em alguns dos centros mais avançados, inclusive no Brasil, e pouco a pouco sendo sedimentadas na prática diária mundial, como é o caso da investigação genética em reprodução assistida, qualidade de vida, avanços em anticoncepção e reposição hormonal. Também abordaremos o estabelecimento definitivo da criopreservação, ou seja, a vitrificação de gametas e embriões, que já existe há algum tempo, mas hoje é realizado com tecnologia mais moderna, atingindo um nível de resultado excelente.”

Reprodução humana no Brasil
Se nosso nível de conhecimento, tecnologia e know-how está em consonância com os ditos países de primeiro mundo, ainda engatinhamos no quesito social. Esta é a avaliação do dr. Newton Busso, que espera que eventos como este Congresso de Medicina Reprodutiva e Climatério possam chamar a atenção da classe médica, da sociedade e das lideranças políticas para esta grave deficiência vivida no país. “Hoje os tratamentos de reprodução assistida, apesar de disponíveis no país, não estão acessíveis a toda a população que necessita. Só têm acesso, hoje, aquelas que após anos conseguem o tratamento em um dos raros serviços públicos, ou os que têm condições financeiras para arcar com os custos em clínicas particulares.”

No entanto, o especialista afirma que a procura por estes tratamentos tende a aumentar. “As mulheres brasileiras, assim como acontece mundialmente, vêm buscando o seu espaço na sociedade, na área profissional, mas postergando demais a maternidade. É importante que os seus médicos conversem com elas sobre os prejuízos à fertilidade trazidos pelo avançar da idade. E se realmente a ideia de ter um filho tiver de ser adiada, então avaliar a possibilidade de congelar óvulos.”

Fonte: RG Eventos Corporativos

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A fertilidade pode - e deve - ser preservada


Muitas pessoas desrespeitam as qualidades que a vida de hoje proporciona e mantêm alguns comportamentos e hábitos inadequados que comprometem a própria fertilidade


Recentes avanços da ciência vêm aumentando o tempo de vida das pessoas. O ser humano a cada ano vive mais, é mais saudável, tem melhor qualidade de vida e é capaz de executar atividades físicas, intelectuais e profissionais que, até então, com a mesma idade, não conseguia executar. Isso é muito bom!
Entretanto, a capacidade reprodutiva das mulheres praticamente nada evoluiu, impedindo que possam ter filhos numa idade mais avançada. Em contrapartida, os homens, mesmo perdendo parte de sua fertilidade após os cinquenta anos, continuam tendo a possibilidade de gerar filhos em idades bastante avançadas.
Muitas pessoas desrespeitam as qualidades que a vida de hoje proporciona e mantêm alguns comportamentos e hábitos inadequados que comprometem a própria fertilidade. Por outro lado, alguns adultos não tiveram na adolescência a observação e atenção adequada dos próprios pais ou daqueles que deles cuidavam para algumas situações de relevância (obesidade, cólicas importantes, tabagismo etc.,) que comprometeriam a fertilidade em situações futuras.
Prejudicando a si mesmo
Embora quase todas as formas de dificuldade para engravidar possam ser tratadas, é inconcebível que, com tantas informações disponíveis nos meios de comunicação, algumas pessoas insistam em prejudicar a fertilidade de si próprias. E até mesmo quando adultas, já como pais, deixem de chamar a atenção dos seus filhos para alguns males como as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), o uso de drogas recreativas, fumo, álcool e peso a mais ou a menos.
Alguns exemplos de DSTs que podem prejudicar a fertilidade: clamídia, gonorréia, HPV (Human Papiloma Vírus), Hepatite B, Herpes Genital, sífilis, cancro mole ou cancróide, donovanose (infecção causada pela bactéria Klebsiella granulomatis, que afeta a pele e mucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus), linfogranuloma venéreo e tricomoníase além do HIV (AIDS).
Entre elas, as que comprometem mais diretamente o sistema reprodutivo estão a clamídia e a gonorréia que, principalmente nas mulheres, podem passar despercebidas. As outras como o HPV, hepatite B, herpes e sífilis, não causam diretamente a infertilidade, mas podem prejudicá-la pelos efeitos colaterais indesejáveis dos tratamentos. É importante frisar que a maioria dessas doenças podem ser evitadas desde que se use sempre preservativos nas relações sexuais.
Drogas
Entre os mais detestáveis produtos que afetam a fertilidade do homem e da mulher, estão as drogas ilícitas, também chamadas por alguns de “drogas recreativas”. Calcula-se que até 37% da população com idade adulta tenha experimentado, alguma vez na vida, uma destas drogas.
Atualmente, chama a atenção uma nova modalidade de viciados usuários de drogas lícitas. Estas drogas são receitadas normalmente por médicos como remédios específicos para tratamento de determinadas doenças, mas, ao serem utilizadas de forma inadequada ou combinadas com bebidas alcoólicas, produzem efeitos alucinantes e estimulantes. Este grupo de pessoas tem sido chamado de “Geração Prescrição”.
As pessoas costumam utilizar a combinação de solventes (éter e clorofórmio), benzodiazepínicos (ansiolíticos) e orexígenos (remédios para estimular o apetite), além de xaropes a base de codeína (xarope antitússico e alguns analgésicos), opiáceos, esteróides, barbitúricos (analgésicos potentes) e anticolinérgicos (Haldol, Haloperidol, Akineton, Bentyl e outros). Muitos destes produtos são usados como fonte de divertimento em festas noturnas.
Álcool
Em qualquer idade, o álcool em excesso é prejudicial. Pode destruir o indivíduo, desequilibrar suas relações pessoais e familiares, além de poder causar um custo imenso a sociedade. Calcula-se que, ao longo da vida, cerca de 15% da população mundial terá algum problema com álcool.
No Brasil, jovens bebem cada vez mais e mais cedo. Nos últimos anos o consumo de álcool aumentou em 30% entre pessoas de 12 a 17 anos e em 25% entre 18 e 24 anos. Um estudo da UNESCO mostrou que 34,8% dos 50 mil estudantes brasileiros dos ensinos fundamental e médio são consumidores de bebida alcoólica.
Fumo
O cigarro é considerado o veneno reprodutivo mais potente do século vinte e um. Vários estudos científicos comprovam seu efeito deletério sobre a saúde reprodutiva. A fumaça do cigarro contém centenas de substâncias tóxicas, incluindo a nicotina, monóxido de carbono, polônio radioativo, alcatrão, fenol, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel, benzopireno e substâncias radioativas, as quais afetam a função reprodutiva em vários níveis.
Exemplos: a produção dos espermatozóides, motilidade tubária (importante para a captação do óvulo que sai do ovário no momento da ovulação), a divisão das células do embrião, formação do blastocisto (embrião com mais de 64 células) e implantação. Mulheres fumantes também podem apresentar maior incidência de irregularidade menstrual e amenorréia (falta de menstruação).
A fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia, e 43% naquelas que fumam mais de 20 cigarros, ou seja, o declínio da fertilidade tem relação direta com a dose de nicotina. Durante a gestação, o fumo pode aumentar a incidência de placenta prévia (placenta baixa), descolamento prematuro da placenta e parto prematuro.
Peso a mais ou a menos
Tanto a obesidade quanto a magreza podem ser prejudiciais à fertilidade. As estatísticas demonstram que até 12% das causas de infertilidade são resultados do excesso ou baixo peso. O ideal, como quase tudo na vida é o equilíbrio.
Cada indivíduo tem um peso ideal indicado para sua estatura e constituição física, que deverá proporcionar um melhor potencial reprodutivo, tanto para o homem como para a mulher. Os detalhes deste assunto estão sendo explicados de forma mais clara no capitulo 2 deste livro (“Como a alimentação pode interferir na fertilidade”).
Outras situações
Entretanto, existem outras situações evitáveis de perda da fertilidade como a falta de atenção e diagnóstico de algumas doenças comuns, ainda na adolescência, como a varicocele no homem e ovários policísticos e endometriose na mulher que quando tratadas precocemente não causariam à dificuldade em ter filhos.
E ainda, existem situações que, alguns médicos, nos casos dos tratamentos do câncer (quimioterapia, radioterapia ou cirurgias mutiladoras), esquecem de recomendar às suas pacientes que preservem a fertilidade pelo congelando óvulos ou espermatozóides. Mesmo a perda da fertilidade com o avançar da idade da mulher, pode ser compensada com o congelamento antecipado dos óvulos.
A fertilidade deve ser protegida e preservada desde a infância, pois desta maneira, muitos casais poderão manter vivo sonho de engravidar naturalmente, mas, caso não consigam a ciência se incumbirá de dar apoio e resolver a questão. Devemos agir assim para evitar que no futuro um número cada vez maior de pessoas passe por esta frustração.
*Trechos do livro Fertilidade e Alimentação (Editora LaVidapress), do médico Arnaldo Schizzi Cambiaghi e da nutricionista Débora de Souza Rosa
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Criou também os sites: www.ipgo.com.br;www.fertilidadedohomem.com.brwww.fertilidadenatural.com.br, onde esclarece dúvidas e passa informações sobre a saúde feminina, especialmente sobre infertilidade. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Situação financeira é a principal preocupação de internautas que buscam por informações sobre as técnicas de fertilização in vitro


Enquete online aponta que mais de 80% dos internautas se preocupam com a questão financeira no que se refere ao tratamento da infertilidade. O levantamento foi realizado com 5.582 pessoas que acessaram o site do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, no período de abril de 2010 a agosto do ano passado. O trabalho “Principais preocupações com relação às técnicas de fertilização in vitro: resultados de uma enquete online” foi conduzido para investigar as preocupações ética, física, psicológica e econômica de pacientes com problemas de fertilidade. Ao acessar o site, os internautas eram convidados a participar de uma enquete baseada em uma pergunta de múltipla escolha simples: Qual é a sua principal preocupação em relação a submeter-se a um tratamento de fertilização in vitro?. Seis respostas estavam disponíveis: financeira; gestação múltipla; malformação na prole; preconceito social; religião e embriões supranumerários.

O grupo formado por 4.588 mulheres e 994 homens, com idade média de 34 anos, assinalou a questão financeira em 82,6% das respostas. A malformação na prole apareceu com 7%, seguida pela gestação múltipla com 4,8%, embriões supranumerários com 3,3%, religião com 1,3% e preconceito social com 1%. Com esta ferramenta a clínica levantou complexas questões éticas, legais e sociais.

A pesquisa será apresentada no 69o Encontro Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Fonte: Fertility Press