segunda-feira, 6 de maio de 2013

Alimentação e FIV - para mulheres

Bom dia, pessoal,

conforme vocês solicitaram, conversei com a nutricionista da clínica Fertility (SP), Gabriela Halpern, sobre a influência da alimentação feminina nas taxas de gestação. Vejam o que ela me explicou:


"Publicamos recentemente um estudo no Jornal da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida que é muito interessante, pois demonstra que a mudança na alimentação exerce efeito positivo nos resultados dos ciclos. As mulheres que receberam orientação nutricional e mudaram os hábitos alimentares apresentaram mais chance de engravidar do que aquelas mulheres que não passaram em consulta.

As mulheres são orientadas a aumentar seu consumo de alimentos ricos em nutrientes (frutas, verduras, legumes, alimentos integrais, oleaginosas, que são castanhas como as nozes, castanha do Pará, avelã) e a  controlar o consumo de gorduras (frituras,  gordura trans), sódio (sal) e de carne vermelha. Vale a pena evitar também o consumo de frios, embutidos e refrigerantes.
Com relação às carnes o ideal é realizar um rodízio entre elas (carne vermelha - gordura trans, xenobióticos; peixe - pode ter excesso de metais pesados ex, mercúrio e frango - pode ter excesso de hormônios e promotores de crescimento).
Com relação ao peso, o ideal é que o casal tente engravidar com a alimentação mais equilibrada possível porque isso vai contribuir com a qualidade do embrião. Alguns trabalhos indicam que o peso interfere no tratamento, ou seja, mulheres acima do peso podem demorar um tempo maior para conceber, mas como isso é mais um fator que gera ansiedade no casal, acho que promover uma alimentação equilibrada, pensando num maior sucesso reprodutivo pode ser mais benéfico.
O café é um tema controverso, pois não existe um consenso. Costumo orientar o consumo de até 2 xícaras de café (cafeína) ao dia. Lembrando que o café não é a única fonte de ingestão de cafeína. Bebidas como o chá mate, chá preto, chá verde, refrigerante também possuem cafeína, e isso deve ser levado em consideração".
Para aquelas que desejam obter mais informações sobre o tema, eu recomendo a leitura do artigo publicado pela Gabriela e por seus colegas. Apesar de se tratar de uma publicação científica, a linguagem é acessível e fornece mais detalhes sobre o que ingerir (ou não). Ele está disponível no endereço: http://www.sbra.com.br/jornal/2013/01.pdf - página 16.

Um dos dados interessantes deste trabalho foi que as taxas de gestação foram bem maiores no grupo de mulheres que recebeu orientação nutricional e mudaram seus hábitos alimentares versus aquelas que não modificaram a sua alimentação: 46,9% x 28,6%. Ou seja, as mulheres que tiveram orientação nutricional apresentaram uma chance 2 vezes maior de engravidar do que as que não foram aconselhadas por uma nutricionista.



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